Somos criados a imagem e semelhança de Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Somos fundamentalmente frágeis (trazemos este tesouro em vaso de barro) e, por outro lado, temos a capacidade de nos ultrapassar em busca do infinito.
Deus, Pai de Jesus, orientou toda a criação para um movimento único e sem retorno a direção de seu Filho. "Tudo foi criado para Ele e Nele"(Cl 1,16). Porém por causa do pecado, o homem se desvia do seu fim único, que é viver para Deus. Este é o fim supremo do homem. Mas para que o homem tenha este objetivo, é preciso uma opção.
Já que todo o mundo criado tem este movimento, de ir em direção de Jesus, o ser humano, criado à imagem e semelhança do amor Trinitário, é marcado por um dinamismo interior, um impulso incontrolável, na direção de Jesus.
Vamos agora ver com isso acontece na vida do ser humano:
1 - Todo ser humano age em vista de um fim ou objetivo, isto é, toda ação autenticamente humana tende a um objetivo. Toda ação humana, portanto, tem um fim imediato. Geralmente o ser humano tem em mirra diversos fins concatenados entre si; assim há quem estude para se formar: a pessoa quer-se formar para conseguir um emprego... para, mediante o emprego, ter um salário... para na base do salário, constituir família... para em família gozar de alguma felicidade... Esses diversos fins sucessivos são subordinados a um fim último ou supremo, que é a razão de ser de todas as outras finalidade na vida de alguém. Tal fim supremo nos leva em busca de um Bem... e o Bem em sua plenitude.
A psicologia ensina que, tudo o que nós queremos, queremo-lo na medida em que é um bem ou nos parece um bem. Mais: não nos contentamos com um pouco de bem mas queremos espontaneamente o Bem como tal, o Bem sem limites.
Como a água que brota da fonte é atraída para a direção do oceano, saímos do princípio fontal: Pai criador e somos movimento em direção ao nosso lugar definitivo, Jesus, a estatura do homem e da mulher plenos.
Há, radicada em nosso interior, uma "sede", um "sempre mais", uma insatisfação que nos empurra para lá onde está o objeto, a posse, a chegada.
Há um só Bem Supremo, capaz de saciar nossas aspirações fundamentais: e este é Deus. Santo Agostinho dizia: "Senhor, Tu nos fizeste para ti, e inquieto é o nosso coração enquanto não repousa em Ti".
Santa Teresa dizia: "Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só, Deus basta".
São Francisco de Assis: "O amor não é amado".
Santa Inácio de Loyola: "Dá-me, Senhor, a tua graça e isto basta".
O cristão, portanto, é alguém que, através de todos os atos de sua vida, procura aproximar-se cada vez mais de Deus; assim procedendo, ele constrói também a sua própria felicidade.
Infelizmente nem todos os homens escolhem Deus, o Bem Supremo, finalidade principal de sua vida. Alguns optam pelo prazer fazendo deste o critério do seu comportamento, outros escolhem a utilidade ou pragmatismo como critério de sua conduta, outros o dinheiro ou a glória ou o poder... esperando encontrar a plena felicidade no cultivo de tais bens.
Como experiência existencial, entramos em contato com o "poço infinito" dentro de nós. Temos ansiedade de preenchê-lo a qualquer preço. A maioria das vezes sentimo-nos frustrados, porque as coisas e as incontáveis criaturas sendo limitadas em suas perfeições, é insuficiente para saciar a sede, preencherem este espaço. Só Deus Trino, como amor prioritário, pode preencher por completo e ordenar os afetos de nosso coração para a direção do Filho e Nele, para todos os irmãos.
Diante disto perguntamos:
- Qual a sua maneira de buscar a Deus?
- Qual o seu objetivo na vida?
- Qual o seu Bem Imediato?
- O que você fez para saciar a sua sede?
continua...
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