Texto:
1Pd 1,3-9
São
Pedro utiliza essas palavras para todos os primeiros cristãos. Eram palavras
novas, nunca ouvidas no mundo: regenerados para uma esperança viva, graças a um
evento: a ressurreição de um homem da morte. Aos homens cansados pela longa e
vã procura da verdade, ou decepcionados pela observância da lei mosaica, estas
descortinavam, uma nova fonte de luz e de alegria.
Texto: Mc 16, 1-3
É
possível fazer reviver entre nós, hoje, o mesmo sentimento de “esperança viva”
e de “alegria extraordinária, inexplicável?”
As
mulheres que foram ao sepulcro na manhã da Pascoa diziam entre si: Quem removerá a pedra do sepulcro para nós?
O mesmo é dito para nós: quem nos revolverá a pedra do sepulcro que no correr
dos anos se fez mais opaca e pesada, de modo que possamos vê-lo, o
Ressuscitado? Muitas experiências em nossa vida nos levam para longe do
Ressuscitado, impedindo de senti-lo.
Fazemos
da Ressurreição algo tão habitual que não mais nos maravilhamos mais. A pedra
que oculta Cristo é feita hoje de “conformismo”, “de memorizações”, “de hábito”,
e, portanto, “de indiferença”. Mas esta é uma pedra que não pesa tanto sobre
Cristo quanto sobre nós e sobre nosso coração. É esta que devemos revolver para
nos abrir àquela “esperança viva” da qual fala o apóstolo Pedro que é fonte de
“alegria extraordinária”.
“Páscoa”
e “Esperança”! Duas palavras feitas uma para outra, uma esta contida a outra.
“Páscoa”
no hemisfério norte, cai num momento do ano em que a natureza se desperta do
torpor invernal e se abre à primavera, ao novo calor do sol, ao florescimento
das árvores, à volta triunfal da vida. Estas coisas estão contidas os mistérios
celestes. “O inverno” preguiçoso, sujo e triste simboliza a servidão da
idolatria e do prazer terreno. “A primavera” é a sagrada fonte de cujo seio
esta cheio de riqueza.
O
“Rito Pascal” celebrado à noite, de casa em casa, pelos hebreus foi o sinal e
“o começo” de uma longa esperança. Amanhã estaremos além do Mar Vermelho!
O
deserto espaçoso e ensolarado realiza a espera da liberdade, mas gera outra
espera maior: a da Terra Prometida, que, uma vez conquistada, faz nascer uma
esperança mais espiritual e profunda, que nos profetas se transforma num anseio
coral de todo o povo.
Durante
aquela ceia Jesus satisfez aquela longa expectativa; disse que seu sangue que
estava para ser derramado estabeleceria a Nova e Eterna Aliança e concederia a
remissão dos pecados que os profetas tinham anunciado.
Mas tal anúncio foi como
que cancelado pelos eventos que aconteceram logo em seguida: “a captura no
horto”, “o processo”, “a morte”, “a sepultura”. Mas eis que, como um soar de
clarim, se difunde uma notícia: Ressuscitou! Viram-no! Apareceu a Simão!
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