I - Eleição
A palavra "eleição" no hebraico chama-se bahar.
A palavra "eleição" no hebraico chama-se bahar.
É uma necessidade a consciência de ter sido eleito, de ser um eleito. Essa eleição ocupa uma posição privilegiada entre às outras pessoas. Esta eleição é motivada pelo amor e misericórdia de Deus.
Essa eleição não é entendida pela pura lógica. É fundada no amor de Deus, é sempre gratuita, jamais pelos méritos da pessoa.
Essa eleição gratuita que iniciou no paraíso, depois passou por: Noé, Abraão, Isaac, Jacó até o povo de Israel. A eleição de Deus é apenas por sua vontade livre.
Qual deverá ser essa resposta da pessoa escolhida?
Essa eleição não pode ser motivo para uma atitude de auto-suficiência orgulhosa ou desprezo pelos outros. A eleição mais que um privilégio comporta algumas atitudes:
- Responsabilidade
- Comportamento bem determinado
- Observância da justiça
- Do direito
- Obrigações cultuais
A eleição é dom de Deus, solicita uma resposta da pessoa escolhida, exige fidelidade a tarefa que lhe é confiada. E para que continue na condição de eleito é importante a resposta contínua de obediência do escolhido.
O eleito deve testemunhar para os outros, que Deus é o único Deus, Senhor de todas as coisas. Aquele que salva, cura e liberta o seu povo.
II - Aliança
A palavra "aliança" vem do hebraico berit.
Esta aliança tem um ponto muito peculiar, um elemento jurídico. Ele escolhe a pessoa e esta, se compromete ao serviço exclusivo e a obediência a IHWH. Essa aliança tem um nexo com a eleição-salvador gratuito.
Se experimenta a intervenção de IHWH antes de assumir qualquer compromisso com ele. Tanto a "eleição" e "aliança" são graça e iniciativa de IHWH, mas que nos compromete, não se fica passivo nessa iniciativa. É solicitada uma obediência vivida no compromisso "ético" e "cultual".
É de suma importância a nossa resposta, pois a infidelidade acabará quebrando a aliança. Mas Deus que é sempre fiel, promete uma nova aliança (cf. Jr 31,31; 32,37-44).
Resume-se que essa aliança-eleição, está sublinhada a relação de Deus e o homem. Comporta um relacionamento pessoal permanente, seja qual for a extensão significativa concedida ao termo berit.
Referencia: Livro Unidade na Pluralidade, Alfonso G. Rubio, pag. 137-139.
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